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terça-feira, 10 de julho de 2012

Hawking não comparece a evento, mas apoia iniciativa de iBrain

Retrato mostra o físico britânico em seu escritório, na Universidade de Cambridge. Foto: Sarah Lee/London Science Museum/AFP

No último sábado, a Universidade de Cambridge sediou uma conferência que demonstrou a tecnologia do iBrain, dispositivo portátil que pretende ajudar o físico Stephen Hawking a se comunicar através da mente. Philip Low, neurocientista de 32 anos e executivo-chefe de uma empresa de San Diego (EUA) contava coma participação do britânico para os testes em tempo real, mas ele não pôde comparecer e enviou um comunicado dizendo que participar do projeto de pesquisa é uma prioridade em sua vida.
"Tendo me comunicado eletronicamente por mais de 25 anos, sei do impacto da perda da fala em familiares e espero ajudar em insights e conselhos práticos para a pesquisa", afirmou Hawking, que sofre de esclerose lateral amiotrófica (ELA).
Low espera fazer com que Hawking consiga se comunicar de uma maneira mais fácil - e, a partir dessa experiência, quer revolucionar a forma com que pessoas com problemas parecidos tenham como externar seus desejos e pensamentos - além de ajudar em condições como apneia do sono e depressão.
O neurocientista espera que o equipamento decodifique o pensamento do britânico e transforme a simples tarefa de pensar em letras ou palavras em fala sintetizada por um computador. "Não criamos uma máquina que lê a mente, o que fizemos foi procurar um sinal que poderia ser gerado por ele para se comunicar", explica o americano.
Em comunicado, Stephen Hawking afirma que pretende ajudar ao máximo nas pesquisas. "Minha meta é tornar os meios de comunicação mais fáceis de usar e mais disponíveis para os que enfrentam desafios definidos pela vida", afirma. "Espero poder oferecer esperanças futuras a pacientes diagnosticados com ELA e outras doenças neurodegenerativas", conclui o físico.
"Tudo que posso dizer é que temos um sinal que não depende do corpo. Ainda não sei o quão perto estamos dos resultados, mas sei que estamos progredindo rapidamente", disse Low na palestra.
Como Hawking fala hoje
Hawking ficou conhecido no meio científico por seu pioneirismo no estudo dos buracos negros e do Big Bang e fez fama em todo o mundo por seus populares livros sobre ciência para leigos e por sua história de vida. O britânico sofre de uma doença que lhe tirou os movimentos do corpo. Os médicos chegaram a dizer que o cientista viveria poucos anos, mas, mesmo assim, Hawking conseguiu chegar aos 70.
Em 1985, ele perdeu a fala devido a uma traqueostomia. O especialista em computadores Walt Woltosz criou então a conhecida cadeira de Hawking, que faz com que ele consiga escolher letras em uma tela simplesmente piscando um olho (hoje, ele apenas movimenta parte do rosto) e um sintetizador fala pelo físico.
O computador usado é trocado cerca de uma vez por ano por um mais recente e já conta com internet 3G. Curiosamente, durante anos Hawking não aceitou atualizar o sistema operacional, já que seu programa preferido de voz (Equalizer by Words-Plus) só funcionava em DOS. Foi a Intel que converteu o software para Windows para que o britânico pudesse usar.
A cadeira ainda conta com poderosas baterias, similares às de carro, para que o professor de Cambridge mantenha suas viagens. Ela ainda tem programas que permitem a Hawking fazer ligações, controlar as portas, luzes e itens eletrônicos (TV e aparelho de som, por exemplo) do trabalho e de casa.
Como os cientistas esperam que Hawking se comunique
O iBrain faz parte de uma nova geração de equipamentos portáteis e algoritmos que monitoram a atividade cerebral e diagnosticam condições como apneia do sono, depressão e autismo. Criado por Low, o aparelho seria uma alternativa aos eletrodos e cabos usados em laboratórios e coletaria dados em tempo real enquanto o paciente faz coisas comuns do dia a dia - como ver TV ou dormir.
"A ideia é que Stephen possa usar a sua mente para criar um padrão consistente e repetível para o computador traduzir em, digamos, uma palavra ou letra ou um comando", diz o pesquisador ao jornal The New York Times.
Os cientistas viajaram para o escritório do britânico em Cambridge e colocaram o aparelho em Hawking. Eles então pediram para que o físico imaginasse que estava apertando uma bola com a mão direita. "Claro que ele não consegue movimentar sua mão, mas o córtex motor no seu cérebro ainda pode emitir o comando e gerar ondas elétricas", diz Low. Um algoritmo conseguiu distinguir os pensamentos de Hawking das ondas cerebrais que não interessavam.
A ideia tenta ajudar o famoso físico britânico a continuar se comunicando. Após cinco décadas de luta contra a doença, Hawking agora precisa de sensores cada vez mais precisos para captar seus cada vez mais diminutos movimentos faciais. Low espera assim ajudar uma das mentes que mais fascinam o mundo atual a não ficar presa ao próprio corpo, que deve perder em breve a capacidade de movimentar os poucos músculos da face que ainda comanda.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Nasa divulga imagens inéditas da superfície de Marte



Vista panorâmica da superfície de Marte através de imagens da sonda Opportunity da NASAA Nasa, a agência espacial americana, divulgou no domingo (8) a imagem de uma cratera de Marte feita a partir de 817 fotografias tiradas ao longo de quatro meses. As fotografias foram feitas pelo jipe-robô Opportunity, de 21 de dezembro de 2011 a 8 de maio de 2012, durante missão de inverno no planeta vermelho.
O local é chamado de Greeley Haven, algo como Refúgio de Greeley. O nome é uma homenagem a Ronald Greeley (1939-2011), que fez parte da missão e foi professor da Universidade Estadual do Arizona, formando muitos cientistas.
Superfície de Marte através de imagens da sonda Opportunity da NASANo lado esquerdo da fotografia, é possível ver as marcas da passagem do Opportunity pelo solo de Marte. Na parte inferior da imagem, há os painéis solares do robô.
O Opportunity está em Marte desde 2004. Mas no último inverno, ficou em uma encosta virada para o norte pra captar mais energia nos painéis solares, já recobertos por uma espessa camada de poeira. 
Nos meses em que esteve no Greely Haven, o robô pôde explorar o local para que os cientistas entendessem melhor o giro em torno do eixo do planeta, a composição do solo e do interior de Marte, além de monitorar a atmosfera e as mudanças na superfície.
As cores da imagem foram alteradas para facilitar a observação dos detalhes, segundo a Nasa.
Superfície de Marte através de imagens da sonda Opportunity da NASA
No próximo mês, a sonda Curiosity deverá chegar à Marte. Conhecida formalmente como Laboratório Científico de Marte, é apelidada de "máquina de sonhos". Isso porque ela é o equipamento mais avançado já construído até agora para explorar a superfície do vizinho mais próximo da Terra, com custo de US$ 2,5 bilhões.
A Curiosity leva seu próprio laboratório de análise de rochas e tem como objetivo buscar indícios de que tenha existido vida em Marte.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Quanto custou a 'partícula de Deus'


Na quarta-feira, o Centro Europeu para a Pesquisa Nuclear (Cern) anunciou a descoberta da apelidada "partícula de Deus", ou bóson de Higgs, que pode ajudar a comunidade científica - e a humanidade - a entender por que existe massa no universo. Ou, em outras palavras, por que todos os objetos existem, de um átomo a um cachorro.
A comprovação prática do bóson de Higgs só foi possível com a construção do maior acelerador de partículas do mundo. Inaugurado em 2008, o LHC (Large Hadron Collider, da sigla em inglês) custou US$ 10,3 bilhões para ser construído. Esse equipamento - gigantesco - tem 27 km de circunferência e está localizado na fronteira da Suíça com a França.
Em tempos de crise econômica, a The Economist comentou o valor da descoberta. Para a revista, a quantia de mais de US$ 10 bilhões gasta no acelerador de partículas é relativamente pequena, considerando a importância do conhecimento gerado sobre como o universo realmente funciona.
O artigo da The Economist diz que já passou o tempo em que os cientistas estavam próximos do poder e que o dinheiro era farto - como na época da bomba atômica. Hoje, a comunidade científica suplica o reconhecimento da importância das pesquisas, em um mundo em que o dinheiro está curto.
Crise?
O Cern, que abriga o acelerador de partículas, tem 20 países-membros mantenedores. Os cinco principais financiadores são Alemanha, França, Reino Unido, Itália e Espanha.
A crise abala toda a zona do euro, mas Itália e Espanha, por exemplo, são alguns dos países mais atingidos. Juntas, essas duas nações respondem por quase 20% de todo o financiamento do Cern.
Sozinha, a Alemanha financia 20% do centro de pesquisas, enquanto a França, 15%, e o Reino Unido, 13%.
Neste ano, o orçamento para o Cern manter suas atividades é de US$ 1,2 bilhão. Para 2013, o financiamento já está aprovado, mas os valores ainda não foram divulgados. Depois do ano que vem ainda não há garantias de continuidade.
"É claro que o Cern está sujeito à condição econômica dos países-membros", disse a assessoria do centro de pesquisas. Também segundo o departamento de imprensa do Cern, para entender completamente os desdobramentos dos estudos, o programa tem expectativa de durar pelo menos mais 20 anos.
Além do financiamento via países-membros, alguns experimentos, como o Atlas e o CMS, de onde partiram as descobertas sobre o bóson de Higgs, também recebem dinheiro de institutos e universidades que participam do programa de pesquisa.
São 629 universidades e institutos de pesquisa participantes das atividades do Cern, sendo que 300 estão localizadas em países-membros.
A partícula
O físico teórico escocês Peter Higgs previu, somente em teoria, a existência de uma partícula capaz de dar massa a todas as outras. Isso foi em 1964. Agora, quase 50 anos depois, a teoria foi comprovada na prática.
Mas não foi simples. Foram 500 trilhões de colisões geradas no acelerador de partículas, o LHC, em três anos de operação. O bóson de Higgs foi visto somente em algumas dezenas delas.
A pesquisa continua. Segundo o Cern, a descoberta anunciada nesta semana faz parte de um trabalho mais amplo. A tentativa é de se entender por que a antimatéria parece não existir e saber como a matéria se comportou no início do universo. Também entender o invisível, já que somente 4% da matéria do universo é pode ser vista, segundo os pesquisadores.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Tempestades solares irrompem nesta semana


A tempestade de segunda-feira acarretou uma série de outras explosões

Tempestade solar de 4 de julho de 2012

explosão solar que irrompeu nesta segunda-feira (2) iniciou uma série de tempestades solares que acontecerão nos próximos dias, segundo a Nasa (Agência Espacial Norte-Americana). A tempestade desta quarta-feira (4) marcou o pico do fenômeno.
As partículas liberadas no espaço podem atrapalhar sinais de rádio na Europa e intensificar auroras boreal e austral nos polos do planeta. Considerada de média intensidade pelos cientistas, a tempestade de segunda-feira viaja a uma velocidade de 700 quilômetros por segundo, mas não rumou em direção à Terra.
A desta quarta-feira aconteceu na mesma área onde ocorreu o fenômeno da segunda-feira. Chamada de AR1515, ela é 12 vezes maior do que o diâmetro da Terra.

Não quer saber de Corinthians? Vá de bóson de Higgs


'Partícula de Deus' é o melhor assunto (para quem quer mudar de assunto)


Não quer saber de  Corinthians vs. Boca Juniors? Vá de bóson de Higgs, a chamada "partícula de Deus", que os  cientistas confiam ter descoberto. O assunto passa longe da aflição dos torcedores e é porto seguro contra o sectarismo dos clubes. Parece difícil – e é, de fato. Mas são fartas as referências no cinema e na música que divertem e até ensinam alguns dos conceitos da física de partículas. Confira abaixo:
O RAP DO LHC
'Large Hadron Rap' sintetiza com acuidade as pesquisas no Large Hadron Collider (LHC), o maior acelerador de partículas do mundo, na fronteira da Suíça com a França. A música foi feita por AlpineKat, pseudônimo de Katherine McAlpine. E ela tem autoridade para falar do assunto: trabalhou no LCH em 2008. O vídeo no YouTube já foi visto quase 7,5 milhões de vezes. De longe o melhor rap sobre física de partículas de que se tem conhecimento. 
DESMATERIALIZANDO A MATÉRIA
Embora não apareça no livro de ficção científica do polonês Stanislaw Lem Solaris, o bóson de Higgs é citado na adptação de Steven Soderbergh para o cinema, de 2002 (trailer acima). No filme, George Clooney interpreta um viúvo atormentado pelo suicídio da mulher que é escalado para ajudar os astronautas da nave Prometheus, estacionada no planeta Solaris. Lá ele descobre um estranho oceano capaz de materializar os desejos das pessoas, o que incluir trazer de volta um ente perdido, como a mulher que se matou. Estas aparições não são, claro, humanas e cumpre desmaterializá-las. A propósito, Snow (Jeremy Davies) e Gordon (Viola Davis) travam o seguinte diálogo:
"Então, se criarmos um campo de Higgs negativo, e as bombardearmos com antibósons de Higgs, talvez se desintegrem"
"Talvez. Mas será necessária muita energia!"
"Desliga as funções não-críticas"
"Isto é apenas uma teoria. Podemos estar errados"
"Então vamos descobrir"
SGGIH ED NOSOB
O filme Um Homem Sério (trailer acima), dos irmãos Coen, conta a história de um dócil professor de física em uma faculdade do Meio-Oeste americano. O filme traz diversas referências à física de partículas, incluindo ao bóson de Higgs, que aparece escrito ao contrário em um das cenas.
PROCURANDO HIGGS
A música instrumental Finding Higgs's Boson é uma das estranhices do genial Frank Zappa. Ela apareceu no álbum póstumo Trance-Fusion, de 2006, todo feito de solos de guitarra. Clique para ouvir.
PARTÍCULA MALDITA
A fama do bóson de Higgs se deve em grande parte a uma sacada de edição. O Nobel de Física Leon Lederman escreveu um livro sobre física de partículas que pretendia intitular The Goddamn Particle ("a partícula maldita"), dada a dificuldade de encontrar a última delas, o bóson de Higgs. A editora barrou o "maldito", temendo pelas vendas. A solução foi tirar o "damn" e rebatizar a obra The God Particle ("a partícula de Deus).
METAL NERD
BATS é uma banda irlandesa de 'science rock'. Formada basicamente por geeks, tem dois discos no currículo. Suas músicas falam de bóson de Higgs, raios gama e evolução, entre outros assuntos. Uma das faixas é inspirada em Andrew Wiles, o professor de Princeton que solucionou o último dos teoremas de Fermat, enigma que perdurou por 350 anos (clique para ouvir). Na página da banda no Facebook, seu entusiasmo com a descoberta desta quarta-feira é evidente. Mesmo, escreve a banda, que isso a obrigue revisar suas letras.
A ARCA DE DILBERT
Numa das tirinhas de Scott Adamas, o engenheiro Dilbert descobre em sua mesa o bóson de Higgs. A 'partícula de Deus' imediatamente ordena: 'faça um arca!'. Clique para conferir a tirinha.
O ENIGMA DE SHELDON
http://youtu.be/WjBIFSsz30Y
Em um dos episódios do seriado The Big Bang Theory, bóson de Higgs é a resposta para o indecifrável quebra-cabeça que Sheldon propõe a Penny e Leonard. Clique para ver a cena.
Fonte Veja 

terça-feira, 3 de julho de 2012

Em Maravilhosa Foto Próximo À Ursa Maior, Hubble Fotografa Galáxia Anã – DDO 82


Mais uma maravilha do universo é capturada em foto feita pelo telecópio Hubble da Nasa, a Agência Espacial Americana. A foto é da Galáxia anã, nomeada de DDo 82 que está à uma distância de 13 milhões de anos luz da Terra e fica próxima a constelação de Ursa Maior. A classificação dada pelos astrênomos é de uma galáxia SM, ou seja, Espiral Magalhães. O nome foi dado em homenagem à Grande Nuvem de Magalhães, que é uma galáxia anã que orbita a nossa Via Láctea.
Ela faz parte do grupo M81 que possui 30 galáxias e tem    alguns bilhões de estrelas.
O ponto brilhante na foto é a galáxia DDO 82, realmente mais uma maravilha de nosso universo. Podemos esperar mais descobertas e fotos do Hubble.
A foto é da Galáxia anã, nomeada de DDO 82 que está à uma distância de 13 milhões de anos luz da Terra e fica próxima a constelação de Ursa Maior – Foto Hubble/NASA